terça-feira, 28 de abril de 2009

O Velho Testamento compreende um espaço de tempo de milhares anos, pois é o registro do que ocorreu entre a criação de todas as coisas (Gn 1:1) até última profecia a respeito da vinda do Messias (Ml 4:2). Neste caminhar da humanidade podemos destacar os seguintes fatos históricos que são importantes na história do povo de Israel e sua relação com a revelação do Novo Testamento.

1. A Criação

O Velho Testamento logo em seu início nos apresenta elohim (~yhla) criando todas as coisas. O registro da criação é um dos argumentos das Escrituras para afirmar o direito que Deus tem sobre tudo que nos rodeia, e sobre nós mesmos. O texto de Gênesis desconhece a teoria da evolução. Para o escritor sagrado, tudo quando existe é obra de um único Deus (~yhla) pessoal que, em seu infinito poder e graça, comunica a realidade de sua existência aos homens, criados à sua imagem e semelhança.

2. O Pacto das Obras

Tendo criado os seres humanos à sua imagem e semelhança (Gn 1:26), o Senhor Deus (~yhla hwhy) estabelece com estes um pacto de obras (Gn 2:16,17), através do qual Ele promete a perpetuidade da vida edêmica através da obediência perfeita de nossos primeiros pais. Que as palavras de Gn 2:16,17 são palavras pactuais, isto nós sabemos pois nelas encontramos os seguintes elementos:

a. Duas partes envolvidas: estas partes envolvidas logicamente são a humanidade, representada em Adão, e Deus, como criador e soberano sobre todas as coisas.

b. Uma promessa: a promessa é a vida eterna

c. Uma condição: plena obediência no ato de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal.

d. Uma sentença de juízo: a morte

Neste pacto Deus não propôs nada que estivesse além daquilo que Adão e Eva poderiam realizar. Muito pelo contrário, Deus concedeu a eles todos os meios e condições para que triunfassem sobre a prova. Vejamos:

a. Eles foram criados seres racionais (Gn 1:26; 2:16,17), portanto entenderam a proposta de Deus.

b. Foram criados positivamente retos (Ec 7:29), portanto poderiam praticar o bem.

c. Possuíam livre arbítrio o que tornava cada ação uma livre expressão da vontade de cada um.

d. Tinham uma excelente motivação material para não desobedecerem: a vida eterna

e. Tinham uma infinita motivação espiritual para não desobedecerem: a comunhão com Deus

f. Possuíam abundância de alimento.

g. Foram orientados enfaticamente sobre o perigo da desobediência.

3. A Queda

Mesmo diante de todas as graças que Deus concedeu aos nossos primeiros pais, eles desobedeceram a lei divina e ficaram sob o domínio da morte. De fato, eles ficaram sob o julgo da morte física, espiritual e eterna. E as conseqüências de tal rebelião se estenderam também a toda descendência deles (Gn 4; Rm 3).

4. O Anúncio do Pacto da Redenção

Como conseqüência da quebra da lei divina, o que caberia ao ser humano instantaneamente era tão somente o justo juízo de Deus. Entretanto, por mais paradoxal que seja, aquele mesmo que fora o agente da tentação recebe de Deus a demonstração da Sua graça à humanidade caída, prometendo-lhe um salvador que viria para esmagar-lhe a cabeça (Gn 3:15). Aí, então, temos o primeiro registro do pacto da redenção, a promessa de um salvador. E tendo feito esta promessa, o próprio Deus derrama o sangue de um animal e faz para Adão e Eva vestimentas para que se cobrissem. E, aí, então, temos o princípio de cobertura de pecados por morte substitutiva, que norteará todo o Velho Testamento.

4. O Chamado de Noé

Com o crescimento do pecado, Deus separa para si Noé (Gn 6) e salva sua família através de uma arca. Neste ato salvífico Deus confirma o pacto da graça (Gn 9) e à humanidade é dada a continuidade de existência.

5. O Chamado de Abrão

Da linhagem de Sem (Gn 11:10-26), filho de noé, Abrão recebe o chamado de Deus para ir à uma terra que lhe mostraria e na qual ele e sua descendência seriam abençoados ricamente (Gn 12).

De Abraão nasce Isaque, de Isaque nasce Jacó.

Até que Jacó viesse a se converter muitas tristezas sua família teria que suportar. Mas no encontro que teve com Deus no val de Jaboque, seu nome foi mudado para Israel e sua vida transformada. De seus casamentos Jacó, teve doze filhos e destes vieram as doze tribos (Gn 49), que seriam chamadas mais à frente de “povo de Israel”.

6. A Ida de Israel Para o Egito

Avançado em dias, Israel tinha José como filho predileto. Isto causou tanto ódio a seus outros filhos que José foi vendido, por estes, como escravo. Contudo, José tudo sofreu pacientemente até que veio a ser uma grande autoridade no Egito e meio de livramento à sua família que passava grandes necessidades. Através de José, a família toda de Israel foi para o Egito, no qual por anos gozou de toda a consideração das autoridades daquela nação estrangeira (Gn 37 – 50).

7. O Chamado de Moisés

Após a morte de José subiu ao trono egípcio um faraó que começou a explorar os israelitas. Na aflição o povo clama por libertação, e Deus chama Moisés para liberta-lo (Ex 3). Este Moisés, embora viver na corte egípcia como filho da filha do faraó, era na verdade um israelita que pela providência divina havia sido poupado da morte, quando o faraó tinha decretado a morte das crianças hebréias.

Este Moisés, juntamente com seu irmão Arão, apresentam-se a faraó; contudo, mesmo diante de cada praga, o líder egípcio fica cada vez mais duro em seu coração. Com a morte dos primogênitos o povo de Israel e liberado (Ex 12). E isto o povo faz após realizar a primeira páscoa, na qual um cordeiro sem defeito e sem mácula é morto, assado e comido pelas famílias hebréias e seu sangue é posto nos umbrais das portas.

Com Moisés o povo atravessa o Mar Vermelho e caminha rumo a terra que Deus havia prometido a Abraão.

AS DEZ PRAGAS DO EGITO

Praga

Texto

Aviso

O Deus Egípcio Zombado

O Coração de Faraó

Produziu Efeito em Gósen?

Os Magos Copiaram?

Comentário

Água do rio Nilo se tornou sangue

7:14-24

Sim

Os deuses do Rio Nilo

Coração dele se endureceu - 7:22

Sim - 7:20-21

Sim

Ficou 7 dias. O Nilo era um rio sagardo do Egito. Os magos copiaram as pragas, mas porque? O que pricisaram foi água, não mais sangue. Eles não puderam desfazer o que Deus tinha feito, nem fazer água para o povo beber.

Rãs

8:1-15

Sim

Pta e Heca - deus e deusa de cabeça de

Endureceu o seu coração - 8:15

Sim - 8:6

Sim

Fizeram de novo. Para que? Não precisaram mais rãs. De novo não puderam desfazer o que Deus tinha feito. A representou para o Egoto a vida humana em embrião. Deus mostrou que Ele é a fonte de toda vida.

Piolhos

8:16-19

Não

Leb - deus da terra

Coração dele se endureceu - 8:19

Sim - 8:17

Não

Piolhos são pulgas ou mosquitos. Esta vez os magos disseram a Faraó queisto é o dedo de Deus, 8:19. As pulgas ficaram sobre a terra como o .

Moscas

8:20-32

Sim

Quepara - deus-besouro

Endureceu ainda esta vez seu coração - 8:32

Não 8:22-23

Não

Um tipo de mosca chamado “mosca de cachorroque morde a pálpebra, pode dar doença dos olhos e até cegueira. Começando com esta praga Deus fez diferença entre Egito e Israel, 8:22-23, 11:7. Observa os comprissos de Faraó,, v. 25 e 28.

Pestilência Gravíssima

9:1-7

Sim

Seráfis (Ápis) – deus sagrado de Mênfis do gado

O coração de Faraó se agravou - 9:7

Não 9:4 e 7

Não

Os magos não puderam desfazer nem curar a doença. Uma doença que atacou o gado. Todo gado do Egito morreu, mas nenhum morreu de Israel.

Sarna

9:8-12

Não

Neite - deusa e rainha do céu

O Senhor endureceu o coração de Faraó - 9:12

Não - 9:11

Não

Deus nesta praga zombou a deusa e rainha do céu do Egito. Moisés jogou o para o céu que deu um tumor ulceroso na pela do povo que doeu demais. Os magos também pegaram a doença e não puderam adorar a sua deusa e rainha religiosa.

Saraiva

9:13-35

Sim

Íris - deus da água e

Osiris - deus de fogo

O coração de Faraó se endureceu - 9:35

Não 9:26

Não

Todos que creram na Palavra de Deus escaparam desta praga, 9:20-21. Deus mandou saraiva cair na terra e fogo correr no chão. Mostou que seus deuses da água e do fogo eram mesmo nada.

Gafanhotos

10:1-20

Sim

Xu - deus do ar e

Sebeque - deus-inseto

O Senhor endureceu o coração de Faraó – 10:20

Não - 10:6

Não

Deus encheu o ar de gafanhotos. Os deuses egípcios (Xu E Sebeque) não puderam fazer nada para não deixar acontecer. Ó que deuses fracos! Observa o terceiro comprisso oferecido por Faraó, 10:11.

Trevas

10:21-23

Não

Rá - deus-sol. Ele era o deus principal do Egito

O Senhor endureceu o coração de Faraó – 10:27

Não - 10:23

Não

Com esta praga Deus derrubou o deus principal do Egito, Rá, o deus-sol. A palavra Faraó significa sol, ele era um deus. Egito ficou nas trevas (sem ver nadinha) durante 3 dias, mas Israel ficou na luz. Observa o quarto comprisso de Faraó, 10:24.

Morte do primogênitos

11-12

Não

Jeová reina! Ele destruiu todos os deuses falsos do Egito. Agora mostra que Ele é a vida.

Pela última vez o seu coração se endureceu - 14:1-10, 21-28

Aqueles que tinham o sangue do cordeiro não morreram

Não puderam aliviar o povo

Depois disto todos souberam que Deus era o Senhor e Seu nome ficou anunciado em toda a terra. Deus destruiu todo deus falso do Egito. Na morte do primogênito Deus mostoru que Ele tem na Sua mão o poder de morte e de vida. Depois vamos estudar mais detalhadamente a Páscoa.

8. O Chamado de Josué

Com a morte de Moisés Deus chama Josué para substituí-lo (Js1). Muitas batalhas são travadas, mas o povo conquista a terra prometida a seus pais (Js 24:14-33).

9. O tempo dos juízes

Shoftim ou Juízes (em hebraico: שֹּׁפְטִים) do Velho Testamento que trata da história dos israelitas entre a conquista da terra de Canaã no final da vida de Josué até o estabelecimento do primeiro reinado. Escrito originalmente em hebraico, sua autoria é até hoje incerta, embora alguns afirmem que poderia ter sido profeta Samuel, durante o reinado de Saul, em torno de 1050 a.C..

Juízes retrata um período de aproximadamente três séculos em que os israelitas, encontrando-se na terra prometida, desviaram-se dos mandamentos divinos praticando a idolatria e que por isso chegaram a ser derrotados pelas nações vizinhas ou próximas que passavam a oprimir o povo. Então os israelitas arrependiam-se e pediam a ajuda de Deus. Surgiam assim líderes heróicos para resgatarem o povo de Israel dos inimigos e restabelecerem a obediência à lei mosaica.

O primeiro juiz teria sido Otniel, o qual teria libertado os israelitas do rei Cusã-Risataim. Após a morte de Otniel, os israelitas novamente afastam-se dos mandamentos de Deus e são dominados pelos moabitas. Novamente é levantado um novo juiz, Eúde que livra o povo de seus opressores. Assim, seguem novos períodos sob a liderança dos juízes em que, repetidamente, os israelitas voltam a adorar deuses pagãos, são dominados por outros povos, arrependem-se e são mais uma vez libertos. O último juiz da história dos israelitas foi Sansão, o qual possuía uma força excepcional e teria liderado o povo contra os filisteus, mas foi traído por Dalila ao lhe revelar que o segredo de sua força encontrava-se nos seus cabelos. Entre alguns juízes durante essa época que mais se destacam no livro estão Débora, Gideão e Sansão.

O livro termina relatando a decadência moral dos israelitas, assim concluindo no verso 6 do caítulo 17: Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto.

Cronologicamente pode-se mencionar os seguintes líderes que teriam julgado Israel, com suas respectivas tribos de origem e referências bíblicas.

JUÍZES DE ISRAEL

Juíz

Origem

Texto Bíblico

Otniel

Judá

Jz 1:11-15; Jz 3:7-11

Eúde

Benjamim

Jz 3:12-30; Jz 4:1

Sangar

desconhecido a origem

Jz 3:31; Jz 5:6

Débora

Efraim

Jz 4:1; Jz 5:31

Gideão

Manassés

Jz 6:1-8; Jz 6:32

Abimeleque

Manassés

Jz 8:33-9:57

Tola

Issacar

Jz 10:1-2

Jair

Manassés

Jz 10:3-5

Jafté

Manassés

Jz 10:6-12; Jz 7

Ibsã

Judá ou Zebulom

Jz 12:8-9

Elom

Zebulom

Jz 12:11-12

Abdom

Efraim

Jz 12:13-15

Sansão

Jz 13:1-16 e Jz 31



10. O Reino
Vendo Israel que os povos ao seu redor possuíam reis, pedem a Samuel que lhes dê um rei. Deus se mostra desgostoso com o povo pois tal pedido era a prova que os israelitas não estavam satisfeitos com a teocracia. Saul então é o escolhido (I Sm 10). Porém, sua personalidade instável, ciúme excessivo quanto ao trato do povo a favor de Davi e sua deliberada desobediência a Deus fizeram com este primeiro perdesse o seu reinado para o jovem Davi (I Sm 16).

11. O Chamado de Davi
Com a morte de Saul, Davi reina em Israel. Seu reinado é próspero e os inimigos dos israelitas são postos longe dos muros de Jerusalém. A construção um templo para YAHWEH (hwhy) é dado a seu filho Salomão (I Re 1:11-39), uma vez que Davi havia derramado muito sangue em seu reinado.
Entretanto, antes mesmo de Davi partir, Deus lhe faz a promessa de que nunca lhe faltaria um sucessor em seu trono e que seu reinado seria eterno (II Sm 7:12-16).

12. O Chamado de Salomão
Às portas da morte de Davi, Salomão já experimenta as lutas políticas próprias da monarquia. Seu irmão Adonias (I Re 1:5-10) usurpa o trono; todavia, Nata e Bate-seba advogam a favor de Salomão (I Re 1:11-31) e Davi ordena a Zadoque (o sacerdote) e Natã (o profeta) que proclamem a Salomão como rei sobre Israel. E assim é feito (I Re 1:32-40).

13. A Divisão do reino
Com a proximidade da morte de Salomão, mais uma vês o reinado sofre abalo e cisão. O filho de Salomão, Roboão, sobe ao trono, mas mostra-se desqualificado para tal posto de liderança. Nisto, Jeroboão (filho de Nebate, eframita de Zeredá, servo de Salomão – I Re 11:26-40) levantou-se contra a posição de Roboão e dez tribos seguem-no (I Re 12:12-20).
Com isto a monarquia judaica se divide:
a. Reino de Judá: sob a liderança de Roboão e tendo como capital Jerusalém.
b. Reino de Israel: sob a liderança de Jeroboão e tendo como capital Samaria.

14. O Exílio
Pelos muitos pecados dos reinos do norte (reino de Israel) e do sul (Reino de Judá), o povo judeu foi para o cativeiro.
O reino do Norte foi para exílio assírio no ano 722 a.C. e o reino do sul foi para o cativeiro babilônico em 587 a.C.
Contudo, mesmo diante da término da monarquia judaica; sempre o povo de Israel acalentou em seu coração a esperança que um filho de Davi novamente reinaria em Jerusalém e traria à nação judaica os tempo áureos de outrora.

14. O Retorno Para a Palestina
Tendo purificado o povo de Israel da idolatria por meio do cativeiro (Dn 3), Deus levanta Ciro (o medo-persa) para repatriar seu povo à terra prometida. Para a reconstrução da cidade e fortalecimento da fé, Deus envia Neemias e Esdras (Ne 1).

15. A última Profecia
Com Malaquias ouvimos a última profecia com respeito à vinda do Messias (Ml 4:5,6). A revelação da velha dispensação está selada e o povo instruído quanto a vindo do Filho de Davi, o Messias.

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Reino Hebraico Unido: 1102 – 982 a.C.

Saul (40) - Davi (40) - Salomão (40)

Reino Hebraico Dividido

Reino de Judá

Reino de Israel

Roboão

17

Profetas do V. T.

Jerobão

22

Abias

3

Judá

Israel

Nadabe

2

Asa

41

Baasa

24

Josafá

25

Elá

2

Josafá

8

Zinri

7 dias

Acazias

1

Onri

12

Atalia

6

Elias

Acabe

22

Joás

40

Eliseu

Acazias

2

Amazias

29

Obadias

Josafá

12

Uzias

52

Isaías

Jeú

28

Jotão

16

Miquéias

Jeoacaz

17

Acaz

16

Jonas

Joás

16

Ezequias

29

Oséias

Jeroboão II

41

Judá Só

135 anos

Amós

Zacarias

6 meses

Manassés

55

Salum

1 mês

Amom

2

Menaém

10

Josias

31

Pecaías

2

Jeocaz

3 meses

Peca

20

Jeoaquim

11

Jeremias

Oséias

9

Zoaquim

3 meses

Naum

Cativeiro Assírio 722 a.C.

Zedequeias

11

Sofonias Habacuque

Cativeiro Babilônico
587 a.C. (49 anos)

Jerusalém Destruída

Daniel e Ezequiel

Restauração (147 anos)

Zorobabel

Esdras

Neemias

Ageu

Zacarias

Malaquias

Entre Os Testamentos
(386 anos)

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Quem sou eu

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Doutorando em Ciências da Religião (PUC-GO), Mestre em Ciências da Religião (PUC-GO), Licenciatura em Pedagogia (UVA-CE), História (UVA-CE), Matemática (UNIFAN-GO) e Bacharel em Teologia (FACETEN-Ro). Professor de Metodologia do Ensino da Matemática; Metodologia do Ensino das Ciências Naturais; Educação e Cultura; Fundamentos Epistemológicos da Educação e Educação, Sociedade e Meio Ambiente, Filosofia, Ética, Ciências Políticas (FANAP).